foi o que você leu

just another wordpress blog

sambando em terra úmida

foto: lauro maia

Vitor Ramil esteve em Pelotas na última terça-feira para divulgar seu mais recente disco, Satolep Sambatown. Ao lado de Marcos Suzano, Vitor continua a cantar sua terra, ou sua invenção Satolep (uma brincadeira com o nome de Pelotas, um outro espaço criado pelo músico). O percussionista carioca, na sua vez, mantém o pé na cidade maravilhosa, apresentando ao público uma mistura inédita e permeada pelo experimentalismo subtropical e tropical, respectivamente. O show foi marcado pela volta da canção “Joquim” ao repertório, tão característica da vizinha Pelotas, tão característica dos gaúchos. Joquim foi um herói, que caiu no esquecimento. Para o centenário de nascimento de Joaquim Fonseca, que ocorrerá em 2009, um documentário está sendo realizado por um pesquisador rio-grandino, a partir de relatos da família, fotografias e plantas da época. Tudo para transformar a Satolep de Vitor em imagens. Quanto ao disco, que já está nas lojas, a produção ficou por conta dos próprios músicos, assim como a execução de todos instrumentos. Jorge Drexler aparece cantando pela primeira vez em português na faixa “A Zero por Hora”. Não há dúvidas de que Vitor Ramil e Marcos Suzano estão entre os artistas mais refinados da nova geração da MPB, basta o público geral ouvir para crer. E Satolep Sambatown reúne em um único disco toda a genialidade e proximidade criativa destes dois grandes músicos que, devido a distância geográfica, raramente podem se encontrar.

Outubro 24, 2007 Publicado por titi | joquim, marcos suzano, pelotas, satolep, vitor ramil | | 1 Comentário