cassino cine vídeo
Gramado é longe. É fato. A produção audiovisual no Rio Grande está crescendo aceleradamente. É fato. Então, faltava ir a Gramado ou acontecer um evento do mesmo porte por aqui? Ir a Gramado era a melhor opção, mas, como eu falei, era. Rio Grande, mais especificamente a Praia do Cassino, pode agora se orgulhar de contar com um evento onde produtores, atores, realizadores, curiosos e espectadores se reunem para discutir e aprender sobre Cinema. É o Cassino Cine Vídeo, que na sua primeira edição, reuniu ali no Artestação cinéfilos e cineastas para responder uma única pergunta: ”E aí, vamos fazer um vídeo?”. Se sua resposta for “Sim”, e perdeu o CCV este ano, acompanhe por aqui o que está acontecendo por lá até o final desta semana e se prepare para, no ano que vem, a segunda edição superar o sucesso desta primeira. Com a palavra, o querido diário:
relatos da organização do evento, extraídos do blog: http://diarioccv.blogspot.com
OFICINA DE ROTEIRO (por Sandro Mendes)

…apesar da oficina ter se transformado em um mini-curso pela falta de tempo, a estratégia foi concentrar na formatação do roteiro, explicando os elementos textuais a forma como devem ser apresentados em folha (e como devem ser trabalhado em palavras) com noções mais aprofundadas de decupagem implícita e mais básicas de roteiro técnico. Depois tratamos de alguns temas de dramaturgia, e em todos os turnos a aula foi bem proveitosa.
OFICINA DE STORYBOARD (por Alisson Affonso)

…trabalhamos um roteiro baseado num conto do Rubem Fonseca. Este roteiro já era o roteiro técnico. Para tanto, na primeira parte da oficina, o Alisson deu noções de story board, da função, emprego em propagandas e em filmes, características do desenho, entre outras coisas. Depois noções de planos, de roteiro técnico e depois fomos pra sala de desenho trabalhar. Quem tinha o dom artístico fez o desenho, aqueles outros que foram só para conhecer mais sobre a produção audiovisual ajudaram com o roteiro e com a caracterização dos personagens.
OFICINA DE PRODUÇÃO (por Muriel Paraboni)
A oficina começou pela manhã com o Muriel dando uma noção do tamanho de produção de cinema profissional e contando relato de suas experiências com TV e película, descrevendo uma nova forma de fazer, apoiado na criação de esculturas. Em três horas fizemos um vídeo coletivo bem interessante. E não foi um vídeo simples. Com o que tínhamos em mão (e sem preparar nada) criamos uma história que envolvia atuação, maquiagem, produção de locação, elementos de cena. Com isso a oficina terminou as sete, e fomos obrigados a arrumar a sala rapidamente (pois foi nosso cenário) para a exibição dos curtas.
OFICINA DE STOP-MOTION (por Wagner Passos)

Wagner Passos resumiu a história da animação e do stop motion. Depois a galera colocoou a mão na massa (literalmente) e nos fóforos, nas peças de jogos de xadrez e outros objetos que foram animados. Uma das animações já ficou pronta e já está rolando no youtube: youtube.com/watch?v=NyrvEXXXdUc
OFICINA DE ATUAÇÃO (por Patrícia Silveira)

A oficina de atuação com a Patrícia Silveira foi o que se imaginava: uma tortura criativa! Ela deixou o pessoal exausto, mas todos saíram contentes com o resultado obtido. Ela deu mais ênfase ao uso de partitura, o que deu à oficina um caráter especial. Mesmo quem tinha experiência de atuação e de outras oficinas saíram satisfeitos (e muito cansados!!).
MINI-CURSO DE LINGUAGEM SONORA (por Marcelo Fruet)

O mini-curso de Linguagem Sonora com o Marcelo Fruet foi o mais concorrido até agora, muito pelo movimento crescente que o evento vem tomando, impulsionado pelas oficinas da primeira semana. Tenho certeza que a abordagem feita pelo Fruet na oficina foi bem produtiva e quem estava lá vai conseguir aproveitar em suas produções. O Fruet trouxe um material didático bem bacana, além de contar com trechos de filmes para exemplificação. Foi muito válido estar em contato com alguém que além de músico e que vem trabalhando com trilha de cinema há bastante tempo, tem também conhecimentos sobre o próprio cinema e principalmente, conhecimentos teóricos acerca da linguagem sonora. O Fruet ainda deu dicas importantes sobre alguns cuidados que devemos ter ao realizar uma produção audiovisual, cuidados que poderão determinar o amadorismo ou não de alguns vídeos e filmes. O bacana foi que ele trouxe a estação de trabalho dele, com as pistas de áudio abertas pra olharmos.
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