os festivais ainda fazem efeito?

O Festival do Rio encerrou no último dia 04, e resta a dúvida: até onde vai a produção latina? As tecnologias já provaram auxiliar os diretores e os criadores de arte, embora ainda haja certa resistência por parte de alguns saudosistas da escola fílmica. Mas, para que resistir, se as tecnologias estão nos ajudando a combater o velho stigma de que filme brasileiro (ou latino) é ruim? A idéia é ontroversa, divide opiniões e deixa o espectador em um dilema: final, tem filme bom no Brasil? O Festival de Gramado deste ano já havia revelado ao público nomes que talvez nunca aparecessem nos
cartazes locais, como César Troncoso de “El Baño del Papa”, que ganhou Kikito de melhor ator estrangeiro. Agora, esperamos que o Festival do Rio, e a Mostra internacional de São Paulo (que começa no próximo dia 18), ajudem a
fixar estes nomes, integrar os realizadores, aumentar a troca de experiências e tecnologias, e mude a perspectiva da indústria local, para que a esperança de se fazer um filme não siga eternamente o exemplo da história de “Saneamento Básico”, mais recente longa do gaúcho Jorge Furtado. Com cartaz assinado por Hector Babenco, a 31ª Mostra Internacional de São Paulo abre hoje com o filme “O Passado”, décimo longa de Babenco, estrelando Gael Garcia Bernal.
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